DORA Metrics
Quatro métricas de entrega vindas do DORA (programa de pesquisa do Google Cloud): frequência de deploy, tempo até produção, taxa de falha e recuperação. É a única régua que permite comparar a sua operação com o resto do mercado.
Requisitos
- Acesso de leitura ao repositório e à esteira de deploy (CI/CD).
- Saber exatamente qual evento da esteira marca o deploy em produção.
- Registro de incidentes. Se não tiver, hotfix e revert funcionam como substituto.
Como fazer
- Defina uma janela de 3 a 6 meses e liste todos os deploys em produção.
- Frequência: divida o total de deploys pelas semanas da janela.
- Tempo até produção: meça do primeiro commit ao deploy. Use a mediana, não a média.
- Taxa de falha: quantos deploys geraram incidente, hotfix ou revert, dividido pelo total. Recuperação: tempo da falha até o próximo deploy que resolveu.
- Compare cada número com as faixas do DORA. O pulo do gato: leia velocidade e estabilidade juntas, nunca separadas.
Cuidados
- Só produção conta. Deploy em staging ou teste fica de fora.
- Poucos deploys fazem o número oscilar muito. Sempre declare o volume da janela.
- Nunca leia uma métrica isolada. Velocidade boa com falha alta quer dizer que o time entrega mais rápido do que consegue verificar.